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terça-feira, fevereiro 28, 2012

cuentos de hadas (cual es tu cuento favorito?)

una que duerme
otra que duerme, pero no duerme
la que juega con el peligro
la que es como una niña pequeña
la que es mala, mala, muy mala, la peor del mundo
la que es buena como um trozo de pan
(la que no es tan buena ni tan mala)
la que sufre
la que llora
la que seduce, de rojo
la que es inocente, de rosa
una que es vieja
otra que lucha.
un disfraz, que al ponerte te convierte en otra?
cual es tu cuento favorito?

sábado, novembro 19, 2011

casa virtual, criação, espetáculo, tudo junto

tenho pensado muito e muito sobre escrever, blogar, criar, ter um blog, um site, uma casa virtual.
há seis anos escrevo o taurusetcancer, sem muita pretensão de ser lida, mas pensando no que eu quero escrever.
aqui, o blog anda em primeiro lugar, e o mundo profissional vem de relance, quando precisa.
agora, pensando num site, além de pensar numa casa virtual mais completa, e certamente mais complexa, penso de que maneira colocar o mundo profissional, que inclui musica e musicologia, palco e vida academica, junto com um blog pessoal.
vou deixar aqui o taurusetcancer e vou começar outro por lá.
ainda nao estou me despedindo, só anunciando.
ainda não sei que titulo vai ter o site, ainda nao sei que seções terá - estou pensando que quero nomes interessantes que nem tenho por aqui, mas que, obviamente, demoraram bem bastante para ser gestados.
tenho pensado tambem na forma de escrita, pessoal talvez, sem me mostrar tanto, mas não sei se consigo.
desde sempre escrevo diários, cadernos falando da vida, desde sempre carrego comigo caderninhos onde anoto pensamentos, idéias, de tudo.
quero um site atualizavel, colorido, energético e apimentado.
mas tambem terno, multiplo, cheio das novidades que povoam minha cabeça todos os dias.
meu espaço, minha casa no mundo vurtual.
e isto acaba sendo um contrasenso.
porque na minha casa de verdade vem poucas, bem poucas pessoas.
nao sou festeira, de reunir gente.
minha casa é meu canto no mundo.
ao mesmo tempo, um site é meu canto projetado para o mundo.
que vai ter, sim, coisas de canto, e das reflexões e pensamentos que faço todos os dias sobre música.
pensei em chamar isto de mundo do trabalho, como aqui no blog.
mas musica pra mim é vida toda, não é só trabalho, nem nunca sera.
já pensou? seria um site fácil: vida, e aí se resume tudo.
tenho pensado ainda em porque criar.
(estou criando um espetáculo novo com algumas das coisas que eu mais gosto juntas: música, poesia, dança, visualidade. coisa bem boa pensar no roteiro, escolher as poesias, pensar no que eu quero dizer com tudo isto. amanha tem ensaio.)
e neste processo do criar, vem um pensamento do porque criar.
sei que agora neste espetáculo tem muitas coisas que povoam minha cabeça há tempos, como falar sobre as mulheres e seu modo de estar no mundo. por isto, reuni poemas de poetisas, canções de compositoras e outras que as interpretes emprestaram seu jeito de cantar e as modificaram para sempre.
neste fazer, uma mágica acontece, que é o falar de si, atraves da fala de outros.
fico pensando no quanto isto importa, mas é o que quero dizer.
e sobre isto, li hoje na reina madre um post que falava bem do tema:
"Por que nós criamos realmente? Por que você é motivado a compartilhar sua arte e criatividade com o mundo? Quando você souber essa resposta, e REALMENTE souber, as possibilidades serão infinitas."
qual a motivaçao disto tudo, site e espetáculo?
sei um pouco, sei o que não é, sei o que não quero, mas quando vejo que me traz felicidades, alegrias, sorrisos no rosto e paz no coração, sinto que é o caminho certo.

sexta-feira, outubro 21, 2011

Entre a memória e o esquecimento

Resolvi arrumar o segundo andar da minha casa, onde ficam os livros, os papéis, as pastas, enfim.
Entre papéis antigos, fui encontrando anotações de aulas da faculdade, de cursos, do doutorado, montes de textos que eu ia ler um dia, anotações das idéias que me passaram pela cabeça.
São fragmentos dos meus dias, são minhas memórias, minhas trajetórias - fiquei tentada a guardar tudo ou colocar tudo fora de vez, pra não ter que olhar e decidir quem vai e quem fica.
Optei por um meio termo e estou aqui selecionando e selecionando... será que um dia termino?
Ali tem anotações de aula, dos meus professores queridos, idéias para os projetos futuros, coisas que me importaram um dia.
Aqueles papeis juntos tem a faculdade de deixar ver muito sobre meu processo criativo, as coisas que penso, como se ajeitaram, como foram se formando.
E muitos dos trabalhos que eu faço são sobre acervos pessoais, de músicos, e outros.
Fico pensando: e se eles tivessem colocado tudo fora, eu ia analisar o que?
Será que vai ter algum pesquisador esquisito que vai um dia se debruçar sobre meus papeis?
Mas não vai ter jeito: viver uma vida e acumular outra do lado só pra registrar uma vida vivida vai acabar sendo duas pela metade.
Então, se vão papeis velhos, o que tinha que ficar de vocês ficou em mim.
Ah, e os livros estão no mesmo processo...
Meus livros do Artaud, Rimbaud, Breton, que eu gostei tanto um dia, mas que sei que nunca mais vou reler.
Os clássicos – tipo Don Quijote, Cem anos de solidão, guardo os que fazem parte de mim ou os que um dia vou reler? Os de poesia ficam fora desta categoria de possivelmente ir.
Com tudo na internet, mesmo assim, não consigo pensar em livros só virtuais.
Mas, de novo, ficar guardando só pra ser mais coisa pra juntar pó e me fazer pensar que não deu tempo de tirar o pó?
E aqueles livros que eu comprei e pensei que ia ler, e, claro, nunca li? Ou, quem sabe, ainda não li? Vou me afogando num mar de “quem sabes” pior que a modinha do Carlos Gomes, e deixo os livros lá esperando, enquanto outros vão aumentando a pilha.
Sim, tenho que ler todos. Todos estes e muitos mais.
Mas, como diz o Vitor Ramil, se eu tiver que ler tudo o barroco, que tempo vai sobrar pra minha nega? Pro meu nego, no meu caso?
Parei de novo com isto. Vou selecionar os livros pra doar.
(Escrevi “dor” sem querer...)
Alô, tem uma dor aí?
Pois vou fazer com que vire outra coisa, vire alegria de ver meus livros queridos andando pelo mundo.
Quem gosta de ler coisas boas, candidate-se!
Diga que vai cuidar bem dos meus livrinhos queridos, lê-los com atenção e carinho, que vou fazer uma fila de doação por aqui!
Não é pra esquecer, muito menos pra me esquecer, mas pra dar um jeito de tirar o pó de algumas memórias que já viraram esquecimento.

segunda-feira, outubro 17, 2011

visualidades, ou pensando em um "ponto com"

pensar no que me representa musicalmente é complexo e variado, mas nao chega a ser dificil.
desde que eu nao pense em esgotar o assunto, claro.
já pensar no que me representa visualmente, é outro departamento.
primeiro, porque tem que dar conta de um caleidoscópio humano, como qualquer ser vivente que se pretenda assim.
junta aí uma alma dramática, com um certo devir oriental que oscila entre egito e india, um gosto por matisse, outro gosto por profusão de coisas, amor por letras, pretos profundos, vermelhos intensos e brancos brilhantes.
o caso é como conjugar tudo isto de uma forma que me represente.
resumindo: estou em crise de identidade visual!

domingo, setembro 11, 2011

gracias

e todo este processo de cantar faz parte de uma profunda revolução interna sobre fazer o que gosto, o que me dá prazer e o que sempre fez parte da minha vida.
um processo de libertação.
algo que passa por fazer uma tatuagem de borboleta azul, montar um show de tango e ligar o botão do ph..., entre outras coisas.
tantas pessoas queridas fazem e fizeram parte deste processo, algumas mais antigas, outras mais recentes, que nem vou conseguir listar aqui.
elas sabem disto, sabem bem, e sintam que agradeço muito, a cada uma delas, unica e especialmente.

segunda-feira, agosto 29, 2011

revolution nine

ultimo dia de agosto, e eu me preparando pra cantar beto guedes!

estou pensando nas revoluções de vida:
estava com saudades de escrever.
não vou dizer que não tem dado tempo, mesmo sabendo que é verdade.
vou dizer que nao tenho escrito e só, sabe lá por que.
em geral, é pelo meu processo interno.
tenho pensado em mudar o layout do blog.
ou parar de escrever blog.
ou publicar todos os textos que tenho escrito nestes anos.
ou comprar uma bicicleta.
ou fazer um outro blog.
(dois é sempre melhor que um)
mas sigo gostando de entremear coisas sobre a vida com outras sobre o trabalho, postando videos que eu gosto, citações ou mesmo coisas que ja postei no facebook.
(a ágora dos tempos modernos, apud L.Z.)
o formato de blog ainda consegue ser este diário online, entre particular e público, um pouco livre na forma da escrita e de acordo com o gosto do dia.
acho massa, ao final das contas, voltar pra ele.


el miedo

O medo sempre me guiou para o que eu quero. E porque eu quero, temo. Muitas vezes foi o medo que me tomou pela mão e me levou. O medo me leva ao perigo. E tudo o que eu amo é arriscado.
Clarice Lispector

assim, ó:
se expor é uó.
é arriscado.
tem vezes que caem de chofre bem em cima da gente sentimentos nada simpáticos, coisas de que nào me orgulho, atitudes que me fazem pensar como é que fui capaz disto.
o pior é olhar na cara do outro e saber que ele estava bem do teu lado, viu tudo, e entendeu tudo.
nào dá nem vontade de levantar o olho.
fazer de conta que não viu, que nào era comigo, que aquela atitude medrosa e assustada não foi minha.
ou virar as costas e dizer que não brinco mais disso, que vou embora porque não vai ter nem como começar a explicar.
daí eu vejo que ele segue ali.
e que daí vem um olhar amoroso, acolhedor, um abraço enorme que é do tamanho do mundo.
que ele é meu cumplice mesmo no que eu nào sabia de mim mesma, do que eu tenho que me esforçar pra aceitar como meu.
sempre pensei que amor era isto, ter um cúmplice nos meus piores momentos, nas minhas mais arriscadas aventuras, dividir meus mais terríveis segredos.

memória

gente, pensando bem, olha só:
eu trabalho num mestrado em memória e patrimônio,
montei e trabalho há dez anos num centro de documentaçao musical,
jornais antigos, papéis velhos, fotografias antigos, fofoca de ontem são a minha praia.
eu curto.
(vai saber por que...)
música velha me emociona.
drama me parte ao meio.
não sei se sou barroca ou uma alma dos anos 1920 que encarnou fora de época.
mas até eu entendo que a memória está em crise.
assim, esta institucionalizada, que pretende preservar tudo, pra sempre, ao mesmo tempo.
que todos os ecos do passado devem se fazer presentes no presente.
a equação é simples: não dá!
somando o que foi com o que vem sendo produzido, não encaixa, não soma, não resulta, não cabe!
a não ser que a gente construa um mundo paralelo só pra armazenar os guardados.
que nem uma gente que eu conheço que comprou o apartamento do lado só pra ter onde guardar as memórias da própria vida.
equação complicada esta, de pensar na funçào da preservaçao, no que deve ser preservado, para que, como e porque.
ou, resumindo tudo isto na colocaçào inspirada do paulo leminsky, "haja hoje pra tanto ontem"!

curtas

eu não comprei um iphone. de novo.
não adianta virem me dizer que eu preciso de algo que eu já tenho só porque está em promoção e custa 999, quando o preço normal é mil e seiscentos.
o caso é que pro uso que eu faço eu ja tenho o que preciso.
(embora os iniciados vão sacudir a cabeça e dizer que nao sei o que estou perdendo...)

agosto veio e arrasou.
carro fundiu o motor, a tela do notebook quebrou e os dois emails do terra estao em pane profundo.
levanta, sacode a poeira e dá volta por cima!

qual a canção de amor da sua vida?

ando meio sem paciência para escrever tudo o que tenho pensado.
não pensem que mudou meu ritmo, sigo pensando à velocidade da luz.
só que tenho partilhado muito na ágora (FB), vou mudar já já isto.
e tenho partilhado só o resultado dos pensamentos, não os processos.
estou pensando num jeito de ir contando o que tenho construido.

proximos temas: filhos, amor, mundo do trabalho, proximos livros, reflexões sobre o feminino, música, shows
uai, quem disse que tinha mudado?

quarta-feira, agosto 10, 2011

...

tinha um gravador sempre comigo quando eu viajava.
pra falar e contar historias quando caminhava pelas cidades,
e gravar e guardar os sons dos lugares e das ruas.
muitas vezes descrevia os sons, os cheiros, os jeitos,
que eram inaudíveis.
sons das minhas impressões enquanto andava.
depois eu misturava com musicas,
um pouco de musica, um pouco de fala, um pouco de sons.
fazia fitas K7 que mandava pelo correio para minha mãe
(ela e meu pai são grandes ouvintes, meus primeiros interlocutores
e muito importantes em todos os momentos da vida).
assim, levava-os comigo pela viagem, e plasmava som e tempo na viagem do andar.

domingo, agosto 07, 2011

silencios

entre os silencios do teu lugar,
caminho cedo,
indo esquentar água pro mate,
depois voltar pra te acordar.
deles compartilho, e imprimo um pouco de mim
em cada passo pela casa.
do silencio emocionado logo de quando chegamos,
num enlevo quase bobo de não conseguir falar,
ao silencio dos passos no caminho,
segurando firme tua mão,
até chegar ao silencio da casa.
faço meus e teus os teus silencios,
juntos e misturados,
densos e entrelaçados.
diferentes do que eram,
novos e tão antigos,
tão de sempre,
tão certos,
tão definitivos.

domingo, junho 05, 2011

curtas

quero aprender duas coisas na vida: a dar limites a mim mesma e aos outros, e a dar limites a mim mesma e aos outros.

tenho exercitado minha porção héstia todos os dias, fazendo fogo na lareira quando chego em casa à tardinha.

mesmo que queria exercitar, já estou exercitando: tenho ficado com os meninos todas as noites em casa, estudando com o pedro, ensinando letras e numeros para gabriel, curtindo as coisas do cotidiano, como banho, janta, fogo na lareira, livro de historia, colocar pra dormir. coisa boa.

estive no simcam (simposio internacional de cogniçao e artes musicais) em brasilia com o luciano, gostei da viagem mas nao gostei da cidade. brasília é arrasadoramente mais rica do que todo o resto do país, e condensa aquele dinheiro que precisamos e não temos.

pedro segue descobrindo musicas boas: jimmy hendrix, beatles, led zeppelin, bb king.
e a professora dele diz que rock sao mas influencias.
e na ultima aula ele trouxe uma musica do luan santana pra casa, que ela tinha dado pra ele tocar.
ja esta agendada pra esta semana uma conversa seria com a dita professora.

digam o que disserem: inverno pra mim está associado a sopa, chá quente e salada temperada com pimenta.
o auto convencimento é tudo.

pedro, contestador, lúdico e visionário, diz que a escola é antiquada, que nao se pode conceber que o ensino seja atraves da copia.
- não tem um jeito mais moderno? , pergunta ele.
é a escola que tem, filho, eu respondo.
tem que copiar, e escrever na prova, porque é o jeito da professora saber que tu sabes.
será que é mesmo?)
( e digo a ele que fico orgulhosa dele pensar isto, mas não digo muito, senão nada vai fazer ele copiar...)

pedro arrasando no guitar hero.
e começou a compor suas proprias musicas.
em ingles.
em pedacinhos de papel que leva todo dobradinho no bolso da calça jeans.
perguntei se ele queria um caderno para escrever as musicas, ele curtiu a ideia.

gabriel encantado com o mundo das letras e dos numeros.
adora descobrir os jeitos de escrever os numeros, e os sons das palavras.
ontem dançou a quadrilha da festa junina da escola, todo compenetrado.
adora a escola, a professora, os colegas, os desafios, faz contas, é organizado, atento, sabe se localizar.
cada um do seu jeito.

a viagem na viagem.
de todo o dia.
viajo na musica, no observar o mundo, nas conversas com pedro, gabriel, luciano.
no amor.
estou curtindo os aprendizados das aulas da faculdade, os shows, as musicas novas, as coisas que estou escrevendo, as pesquisas, os livros que estou preparando.
muitas coisas,
mas com muita paz.

domingo, maio 15, 2011

paz

me falta teu ombro
a paz do teu abraço
o calor do teu sorriso
tua risada leve

me falta
me falta
me falta
o que é teu
e está tao forte em mim
que ficar longe de ti
é nao estar mais inteira
é te precisar, te querer,
uma necessidade da tua/minha paz

quinta-feira, abril 21, 2011

assim, ó:

muito trabalho
o dia passa rapido demais
as horas parece que nao chegam
as coisas pra fazer aumentam por minuto
a dor de cabeça virou rotina no dia a dia
nao da tempo de escrever no blog e fazer as coisas que gosto
OPA!
como assim?
vai ter que dar!
para tudo que eu quero descer!
outro dia me perguntaram, depois do "oi": "tudo tranquilo?"
pensei: "pôxa, tranquilo é uma palavra que nao costumo usar pra descrever o meu dia..."
e porque nao?
deveria ser tranquilo!
pode ser tranquilo!
porque entao eu nao vejo como tranquilo?
porque as solicitaçoes de todo o mundo tem que vir antes das minhas!
para tudo que eu quero descer!
mesmo no meio do caos, manter a serenidade.
quero tranquilidade!

segunda-feira, março 14, 2011

novidade!

contratei uma auto secretaria interna, e explico: tentando aliviar os encargos semanais, defini uma porçao minha como secretária de mim mesma.
é uma pessoa organizada, pontual e mestre em colocar limites em si própria e nos outros.
tô confiante que ela vai organizar a minha vida!

terça-feira, março 01, 2011

origem nobre

testei hoje minha origem nobre
e comprei corrente folheada em prata.
(nao de prata prata, mas de outro metal qualquer,
com apenas uma casquinha de prata por cima.
desde sempre só compro prata, se fosse outro metal,
ouro teria que ser, porque os outros dão alergia).
achei bem, achei bonita, ponderei que custa menos,
quem sabe não dá alergia?
afinal, tem banho de prata, quase a mesma coisa.
fiquei durante o dia, foi indo, foi indo,
não chegou a ficar vermelha, mas deu coceira, irritou, ficou desconfortável, nao gostei.
troco amanhã, volto para a prata, que é o que é pra mim.
(a pessoa é para o que nasce)
e como nas velhas farsas, aqui vai a moraleja:
é pra mim o que é pra mim,
o quase não é igual ao certo,
e o certo é o que combina.
capisci?

terça-feira, janeiro 25, 2011

blogar ou não blogar?

gente amiga,
em junho este blog completa cinco anos.
peraí, cinco ou seis?
seis!
em 16 de junho de 2005 postei pela primeira vez por aqui.
mas de um tempo pra cá estou reformulando e reformulando,
postando videos, notas esparsas sobre a vida,
coisas de trabalho, um poema lá que outro.
e não sei se continuo.
estou pensando em fazer um site, ter um "ponto com"
pra chamar de meu, daí com coisas do mundo academico,
e talvez um pequeno espaço para blogar.
não sei ainda.
parece que são tantas emoções que não dá tempo de escrever sobre todas elas, e ainda tem as delícias do mundo real, que estão aí para ser curtidas e vividas.
ao mesmo tempo, nem que seja só pra mim, escrever faz bem.
nem que seja de vez em quando.
(talvez nem seja uma questão...)

terça-feira, janeiro 11, 2011

cores

fui pintar as unhas
e meus filhos pediram
uma unha de cada cor.
a moça se recusou,
disse que não dava,
unha de adulto
não podia ser desse jeito.
então
pintei as unhas da mão
de azul
e as do pé de vermelho.
(mas quinta feira volto lá
e só saio com uma unha de cada cor!
artista é outra categoria de adulto.)

segunda-feira, janeiro 10, 2011

excerto de "memória da melancolia", 2004

Plasmadas na espera, na paciência, na luta silenciosa, na contemplação, na dor, na força e na gestação, as mulheres do sul são o outro lado, o contraponto, o complemento para a idéia do sul masculino, do gaúcho com seu cavalo.
Da mulher que espera, que fia, que silencia, que gera.
Da mulher que respeita o destino.

Na luta, na guerra, assim como no tango, elas são o apoio e a espera .
Outra força.
Lágrimas do feminino a encharcar o frio.
Água que tudo conduz.
Água da memória, água do feminino que se molda e perpassa os corpos.
Ventre.
Uma certa melancolia em aceitar o destino, compor sua sina e guardar a memória dos seus.
“Sempre está ventando quando coisas importantes acontecem”. (Bibiana, em O Tempo e o Vento, de Erico Veríssimo)
Memória da terra, memória do vento e da água.
Neblina.
Ânima.
Umidade ao sul.

sábado, dezembro 04, 2010

combinações prévias

tem aí uma opção na inicialização do ser humano que define cada um, não tem?

anota aí que no setor musical eu quero ser um blend entre maria bethania, nina simone, billie holliday e caetano veloso.
anotou aí bem direitinho a combinação?
ok, pode dar o start então.

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