“Desejar o quê? Dias solares, noites de lavanda, e que as horas (todas elas) se carreguem de esperança e significado. Amor entregue, amor devolvido e multiplicado, a beleza possível e até mesmo algumas dores - se são mesmo inevitáveis - mas só aquelas possíveis de serem transformadas. A paz dos anjos e a alegria das crianças, e que a vida mereça este nome, plena, gentil e majestosa, um farol a girar em seu peito.”
(texto de autoria de Monique Revillion, postado por denize no la reina madre)
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quarta-feira, dezembro 29, 2010
quinta-feira, abril 15, 2010
vamos combinar assim?
vocês, que passam por aqui de vez em quando ou nem tão vez em quando assim,
que lêem e voltam, por alguma razão, ou passam só por aqui,
me contem que vieram,
porque vieram ou de onde vieram.
gastem um minuto ou dois escrevendo um comentário,
me dizendo o que acharam,
do que gostaram,
do que não gostaram.
é muito bom ler os comentários,
é muito bom saber de vocês,
suas opiniões,
seus quereres e seus achares,
porque, como bem diz a monique,
"não por qualquer vaidade,
mas porque sei que a palavra é só um meio para
um encontro anterior e muito maior".
combinado então?
que lêem e voltam, por alguma razão, ou passam só por aqui,
me contem que vieram,
porque vieram ou de onde vieram.
gastem um minuto ou dois escrevendo um comentário,
me dizendo o que acharam,
do que gostaram,
do que não gostaram.
é muito bom ler os comentários,
é muito bom saber de vocês,
suas opiniões,
seus quereres e seus achares,
porque, como bem diz a monique,
"não por qualquer vaidade,
mas porque sei que a palavra é só um meio para
um encontro anterior e muito maior".
combinado então?
quarta-feira, abril 14, 2010
granito (monique revillion)
Preciso me concentrar em coisas que já não me interessam
desejo o verso
latitudes de água, sutil cartografia
e invejo a amiga, de partida.
Ela vestiu um orgulhoso avental de rendas,
ele cruzou o oceano para um beijo de língua.
Juntos,
tem fé, prontidão, ricto de mel e madressilvas
e gestam palavras maduras.
Penso em ti,
(e todas as horas são horas vazias)
oblíqua dor, grito de Frida Kahlo,
morte antiga.
Posta em silêncios, legenda indiferente,
tua voz de veios insepultos
nega o milagre, não ecoa, nem verte
apenas cala
e cúmplice, prolonga a agonia.
poesias de monique revillion aqui
conto aqui
monique na wikipedia
desejo o verso
latitudes de água, sutil cartografia
e invejo a amiga, de partida.
Ela vestiu um orgulhoso avental de rendas,
ele cruzou o oceano para um beijo de língua.
Juntos,
tem fé, prontidão, ricto de mel e madressilvas
e gestam palavras maduras.
Penso em ti,
(e todas as horas são horas vazias)
oblíqua dor, grito de Frida Kahlo,
morte antiga.
Posta em silêncios, legenda indiferente,
tua voz de veios insepultos
nega o milagre, não ecoa, nem verte
apenas cala
e cúmplice, prolonga a agonia.
poesias de monique revillion aqui
conto aqui
monique na wikipedia
terça-feira, maio 06, 2008
Materno, por Monique Revillion
Um negro ventre africano,
pariu os filhos do mundo,
dessemelhantes, cegos, absurdos,
e a dor de um continente,
ainda pulsa, longínqua.
Escuta os tambores crioulos,
que ardem, choram, que queimam,
o lamento da Terra, toda filosofia,
e a simples, remota, pergunta:
afinal, o que vale a tua vida?
Amar, cobrir-se de amor, amar amorosamente,
lição do acalanto, do engendro,
de quem sopra pepitas ao vento,
intui tempestades, hostis geografias,
e ora pelo milagre mais puro.
Escuta os tambores crioulos,
que gritam, clamam, que ordenam,
o consolo da fé, nossa verdade profunda,
e a simples, antiga, pergunta:
afinal, o que vale a tua vida?
Amar, cobrir-se de amor, amar amorosamente,
tecer as fibras dos sonhos,
gestar as virtudes do dia,
regressar à feminina sapiência,
e a sua terna, marsupial, profecia.
Poema de Monique Revillion, em http://www.lareinamadre.com.br/?p=6398#more-6398
Denize Barros fez uma bolsa ma-ra-vi-lho-sa para ilustrar este poema, é só conferir no link acima...
pariu os filhos do mundo,
dessemelhantes, cegos, absurdos,
e a dor de um continente,
ainda pulsa, longínqua.
Escuta os tambores crioulos,
que ardem, choram, que queimam,
o lamento da Terra, toda filosofia,
e a simples, remota, pergunta:
afinal, o que vale a tua vida?
Amar, cobrir-se de amor, amar amorosamente,
lição do acalanto, do engendro,
de quem sopra pepitas ao vento,
intui tempestades, hostis geografias,
e ora pelo milagre mais puro.
Escuta os tambores crioulos,
que gritam, clamam, que ordenam,
o consolo da fé, nossa verdade profunda,
e a simples, antiga, pergunta:
afinal, o que vale a tua vida?
Amar, cobrir-se de amor, amar amorosamente,
tecer as fibras dos sonhos,
gestar as virtudes do dia,
regressar à feminina sapiência,
e a sua terna, marsupial, profecia.
Poema de Monique Revillion, em http://www.lareinamadre.com.br/?p=6398#more-6398
Denize Barros fez uma bolsa ma-ra-vi-lho-sa para ilustrar este poema, é só conferir no link acima...
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