sexta-feira, abril 23, 2010

sexta feira, 23 de abril, dia de jorge

-eu estou vestido com as roupas
e as armas de jorge-

"Eu andarei vestido com as roupas e as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.
Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar."

hoje, 23 de abril, dia de são jorge/ogum.
vim lendo no ônibus, e pensando nas batalhas diárias.
um dia depois do outro, reconhecendo os novos e antigos desafios.
desafios das novas fases da vida, do ser mulher, ser mãe, ser pessoa.
li a revista vida simples, que gosto muito, e de onde vem algumas das postagens abaixo, vocês vão ver.
a revista é muito boa, e traz coisas muito interessantes.
li uma matéria sobre sócrates e lembrei do meu irmão joaquim, li outra sobre desintoxicação e lembrei de mim mesma e de várias outras pessoas.
postei parte da matéria, com as devidas receitas, e links para ler tudo na íntegra, e digo que vale bem a pena.
mas pensava também na desintoxicação interna que precisa ser feita diariamente, e às vezes mais intensamente ainda.
nas verdades construídas em determinado momento da vida e que já não servem, nos padrões apreendidos, nas crenças limitadoras que emperram a vida.
destas, pensei em duas, que afligem, me parece, as mulheres em especial.
a ética do cuidado e a estética da culpa.
anotei no caderninho que levava na bolsa, para escrever mais depois e postar aqui.
outro dia a elisa comentou um pouco sobre isto no blog, e observei mais um vez, mas é claro que venho observando isto há tempos, e lendo, e vendo que não sou só eu que percebo.
as mulheres com dificuldade de abrir um espaço na agenda para cuidar de si, de conseguir deixar por apenas alguns momentos de cuidar dos outros para pensar em si próprias - para descobrir que tipo de ser querem ser no mundo.
(trocadilho óbvio, tá bem)
a necessidade de cuidar do outro, a falta de tempo para si, e a culpa quando conseguem mudar isto.
é histórico, faz parte da construção cultural da mulher, e vários processos em sentido contrário tem estado em curso, das mais diferentes formas.
outra hora falo mais detidamente disto aqui.
mas o caso é que parece instintivo, sentir culpa por se colocar em primeiro lugar, seja da forma que for, e a necessidade aparentemente vital de cuidar do outro.
já pensaram nisto?
digam ali nos comentários.

Um comentário:

Ricardo disse...

Agora entendo o que aconteceu na sexta...
Semana passada fui a uma entrevista em uma universidade no Alabama, e na sexta me ligaram oferencedo a vaga...
Tambem foi aceito outro artigo que sera publicado em breve...
Como anda o condado do sul?
beijos

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