segunda-feira, novembro 09, 2009

proximidade e estranhamento - eu e eu, e eu e o outro


tenho lido, pensado, vivido e experienciado um mundo de coisas novas nos ultimos seis meses, e venho processando devagar antes de escrever qualquer coisa aqui.
foram muitas mudanças de vida, mudanças de rotina, estar sozinha com os guris em casa, negociar e vivenciar novos papéis com eles, com a família, com o mundo (detalhes eu conto ao vivo).
mas, neste tempo, tenho aprendido muito.
primeiro, entender que, de verdade, não tem certeza maior do que aquela frase (de quem era mesmo?) que diz: "quanto mais João me fala de Ana mais aprendo de João".
as pessoas vêem o mundo conforme seus proprios olhos, conforme o que pensam sobre elas mesmas, com as considerações (boas e más) que aprenderam e construíram ao longo dos anos.
e que, ao fim e ao cabo, ser feliz é uma decisão de cada um.
ou magoar-se, ofender-se, pensar que tudo dá errado.
decisao tambem.
ao mesmo tempo, durante a existência as pessoas vão agregando símbolos à sua vida e atribuindo à eles os significados que fazem sentido em sua trajetória individual.
por isto aquela passagem que o Kundera escreveu na insustentavel leveza do ser sobre a partitura de cada um, e como ela vai sendo construída a partir de temas específicos e que perfazem sentidos particulares.
lembram?
a partir de sua partitura e do local em que se encontram seus pés, do olhar de cada um para o mundo, ele enxerga nos outros exclusivamente o que consegue ver de si proprio.
(e seguindo o devaneio parece uma loucura pensar que cada conversa é sempre um olhar de cada pessoa sobre si mesma, onde o mundo é mero pano de fundo. monólogos sobre si próprio, onde as projeções se fantasiam de pretensa objetividade analisando o mundo de fora.)
eu sei, demora para entender, parece bobo de tão óbvio, mas é complicado absorver a abrangencia disto.
ao mesmo tempo, é muito mais simples do que parece.
isto é uma das coisas mais fundamentais que tenho aprendido nos ultimos tempos, e nao vou explicar muito.
vai ser versao resumida mesmo, e sem referencias bibliográficas (tem, e sao muitos, mas nao lembro, e nem vem ao caso).
insere-se na seção "digressões" deste blog, ao que quase tudo pertence.
a segunda coisa é a lei do retorno: o mundo só te traz de volta o que projetas para ele.
assim mesmo.
outra decisão, e suas consequencias.
é o caso de novo de pensar nas escolhas que fazemos, e escolher fazer e agir de acordo com o que a gente realmente quer.
só isto.
e chega de digressão por hoje.

(imagem do Blog de fotografia e poesia "O Diário de Bardo", em:
http://bardoblanca.blogspot.com/)

Um comentário:

Marcelo disse...

Ah!!!!!
Parabéns!!!
Fazia algum tempo q não t visitava...
Por conta do problema da vista estava com muita dificuldade de ler!!!
Mas agora estou poderoso!!!
Seu texto é muito bom!!!
Reflexo d sua inteligência!!!!
E vcs estão ótimos!
Ah! o amor...
Risos
Beijocas
Dusi
Obs.: A foto dela chegou??? Mandei d novo...

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