sábado, outubro 11, 2008

Conversas com Almodóvar


(comprei e estou lendo!)

Aparentemente tão espontâneo, o diretor se revela bem mais reflexivo no recém-lançado "Conversas com Almodóvar", livro do francês Frédéric Strauss. Jornalista, crítico de cinema, ex-chefe de Redação da conceituada revista francesa "Cahiers du Cinéma", Strauss é dono de um feito: ter conseguido, ao longo de cerca de 15 anos, convencer Almodóvar a dar extensas entrevistas, algo a que é normalmente avesso.

Strauss, que dividiu seu livro por filmes e temas, disse que inicialmente não esperava do diretor uma reflexão mais profunda sobre o cinema ou sobre sua obra. "Então me surpreendeu ver o nível de reflexão que ele tem sobre seu próprio trabalho. Almodóvar realmente sabe o que quer fazer; seu trabalho é muito pensado, refletido. O que não o impede de ser muito espontâneo. Seus filmes não são intelectuais ou cerebrais, mas vivos e generosos, há um equilíbrio nele entre a inteligência e o instintivo, o espírito e o corpo", diz Strauss.

Nos 15 anos de conversas com Almodóvar, Strauss também percebeu mudanças na personalidade do diretor. No começo da década de 90, Almodóvar ainda refletia a grande agitação cultural que a Espanha experimentava. E mais: o diretor acabava de encontrar sua independência com a produtora El Deseo. "No começo da carreira, o grande objetivo de Almodóvar era fazer filmes e viver algo intenso.

Mas, pouco a pouco, ele, que sempre foi alguém com paixão pelo cinema, passou a ser um diretor que tem muito mais controle das coisas e desejo de refletir sua prática do cinema. Sua ambição, hoje, é ser um grande artista."

Reportagem daqui

Mais informação, daqui
Não há freqüentador de sala de cinema no mundo que não conheça Pedro Almodóvar. Desde a escrita do roteiro até a escolha dos menores detalhes, ele é autor completo de seus filmes e trouxe para a sétima arte um estilo inconfundível, marcado por temas polêmicos e uma estética kitsch. Neste livro, construído a partir de uma série de entrevistas que o crítico de cinema Frédéric Strauss fez com o cineasta ao longo de mais de vinte anos, Almodóvar nos revela como compõe cenários e figurinos e tira proveito de músicas para realçar situações dramáticas. O leitor vai descobrir o que há de autobiográfico em sua obra, quais seus filmes e livros preferidos, a razão de privilegiar as personagens femininas e transformar radicalmente valores ligados a família, fé e sexualidade. Tocantes, impetuosas, irônicas, imprevistas, inteligentes – todos esses adjetivos se aplicam às palavras de Pedro Almodóvar nestas conversas.

> Veja neste vídeo trechos dos filmes Fale com ela, Tudo sobre minha mãe, Mulheres à beira de um ataque de nervos, Ata-me! e Carne trêmula, de Almodóvar.

2 comentários:

Bruna disse...

Oi Isabel!
Sou Bruna da Edelman, agência de comunicação da Jorge Zahar Editor. Legal o seu post. Strauss conseguiu mesmo o que muitos jornalistas não conseguiram em diversas entrevistas: reunir todo "visceral" de Almodóvar.
Abraços.

santiago y santiago disse...

hola esta muy lindo todo pero pasen aver mi paguina y nada
http://santiagorubi2.blogspot.com/
gracias

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